sexta-feira, 9 de maio de 2008

CARAHAVANA 16 + 1




CARAHAVANA 16 + 1 Resultado de uma excursão pela capital cubana conduzida por Iatã Cannabrava e Jorge Luis Álvares Pupo, a mostra traz imagens registradas por 16 fotógrafos profissionais e amadores, entre eles, Luis Alvares Pupo e Helena Wolfenson. A curadoria é de Paulo Klein. IQ Art Gallery - Restaurante Chakras - r. Dr. Melo Alves, 294, Cerqueira César, região oeste, tel. 3062-8813. Seg.: a partir das 19h. Ter. a sex.: 12h às 16h e a partir das 19h. Sáb. e dom.: 13h às 16h. Até 8/6. Valet (R$ 7 e R$ 13).f

Fotografando PARANAPIACABA






Fotografando SÃO PAULO









Fotografando HAVANA

David Bailey também não conseguiu fotografar Castro, nem o balé nacional, ou o circo. Havana, o magnífico registro de 2005, é para o veterano fotógrafo inglês apenas uma impressão rápida sobre um lugar único.
Como nós, quase dois milhões e meio de turistas visitaram Cuba em 2007, num momento especial da história. Fidel Castro tinha se afastado em julho de 2006, após delicada intervenção cirúrgica.
As notícias sobre o estado de saúde do Comandante eram contraditórias e preocupantes. Seu irmão Raul assegurava a interinidade. Os dois exíguos jornais e as quatro estações de televisão do governo não ajudavam a entender a situação. Havia ansiedade nas ruas.
O fim da era de Fidel só ocorreria um ano mais tarde, em fevereiro de 2008, com a renúncia à Presidência. Agora, a cada dia ou semana são anunciadas mudanças que poderão dar nova feição à ilha.
Nosso registro fotográfico mostra Havana e seus arredores em fevereiro de 2007, antes portanto do desencadear das transformações. Captamos o panorama do fim de um conturbado período de meio século, iniciado com a entrada triunfal de Fidel em Havana em janeiro de 1959.
Ninguém sabe ainda se as reformas são mesmo para valer, ou só uma plástica para dar um ar mais moderno ao sistema. De todo modo, nosso registro é do antes, do momento em que esperar parecia ser a única alternativa.
Percorremos parte dessa “ilha extensa, bonita e desditosa” de que falava Hemingway, já em 1935. Percebemos a mistura, familiar para nós, de sangue índio, europeu, africano e chinês. Visitamos o magnífico patrimônio colonial, poupado pela estagnação e pronto para restauro. Percebemos as dificuldades do dia a dia, as carências dos moradores, alguns anseios. Mas também sua hospitalidade e alegria.
Para penetrar nos mistérios, mais do que os jornais é preciso ler os escritores malditos, começando por Pedro Juan Gutiérrez. E ver os filmes, e olhar para o que os artistas têm podido produzir e mostrar.
Mais que o espanhol, a música é idioma oficial, e esse nós também sabemos.
Nossa impressão também é rápida, superficial, apressada. Assim é a fotografia, trabalha com frações de segundo para tentar eternizar um momento, às vezes toda uma história. Profundas são só as imagens que a luz e as sombras do lugar gravam para sempre em nossa lembrança (Eduardo Muylaert).

sábado, 26 de abril de 2008

CaraHavana, a partir de 8 de maio no CHAKRAS


Quanto à nossa viagem posso declarar chegamos exaustos a Havana 14h30 segunda feira 19 longa viagem CM438/758 Copa Airlines 16 hs hotel quartos não prontos sanduíches monumental terraço jantamos vizinhança La Roca (foto Helô do bar) estava lleno cubanos descarga n1 bife mojito medio depois dormir Terça 20 Havana Vieja almoçamos no La Guarida (fotos Edu e Reynaldo) área central complicada aí a pé pelo Malecon (fotos Iata, Bia e Gabi) noite no Jazz Café Viva Fidel na porta Quarta 21 fizemos Havana Vieja Catedral e sua Praça (fotos Amâncio charutos e flores) Plaza Vieja Oficina de Gravado almoço na cervejaria às 16 hs pegamos barco para Regla queriam proibir o espelho da Helô muitas fotos panorâmica do grupo pessoas comprando ovos pão bolos com a caderneta conhecemos irmã do Pupo depois barco de novo noite Bodeguita do Medio que ninguém é de ferro Nanda não conseguiu colar seu adesivo Quinta 22 fomos a Playa Conney Island local Club Social obrero não nos recebeu fotos no terceiro clube faxina (Flavia) tudo meio fechado a pé até Miramar pela quinta avenida almoço num mini castelo espanhol paella e sangria depois Capitolio Plaza Vieja recepção e decepção na Fototeca encontramos Mario Dias e Rene Penna jantamos na redondeza fantástico septeto nessa noite Fernanda foi pedida em casamento mais uma vez por músico genial porém viejito Marilu enjoada Sexta 23 vamos aos charutos e não dá certo Amâncio bravo Al Capone com fundo de Marti vamos ao Barrio Chino depois praia de Santa Maria del Mar relax mojitos camarões ondas jantar no paladar La Fontana Britto vidrado em Flávia na volta Marilu vai à salsa e se encanta Sábado 24 Marilu conta tudo andamos por Vedado feira do livro sorvete no Coppelia depois Plaza Vieja frijoles no El Patio Catedral Barrio Chino pobreza andamos de carruagem na volta bandeiras e show Omara Portuondo no Hotel Nacional summertime besame mucho todos muito elegantes Domingo 25 Rota do Leste velhos poços de petroleo Helena deitada nas pedras duas horas em Santa Cruz del Norte faroeste abandonado (fotos Ildete e Flavinha) linda locação francês fotografa holandêsa com lãs e cachorro depois Matanzas pessoas nas portas e sacadas cachorros moleques subindo na ponte pulando na água difícil achar lugar para almoçar musica (foto Fernando) volta ao hotel piña colada fazer malas jantar de despedida em antigo palacio presidencial de 1909 discursos Iata dança na rua Segunda 26 partimos na madrugada Havana deserta e escura aeroporto vazio imigração meticulosa Rogerio quase perde voo certo alivio poder sair compras no Panama valeu (E.M.)

Desconstruindo Chico Buarque

(DES)CONSTRUÇÃO DE CHICO BUARQUE

E.M. (aproveitando o sábado, 12/04/2008)

Repete, Chico, repete
Martela, Chico, martela
Bate como a araponga
Irritando a flor da pele

Duas últimas e um último
Um único e uma única
Insólitos sólidos
Que desmancham no ar

Engana, Chico, engana
Revela, Chico, revela
Amor e festa de príncipe,
Uma mancha na calçada

Cantou na contramão
Atrapalhando o óbvio.
Por esse não desistir,
Deus lhe pague.

O perdão segundo F.G.



A Insegurança Desonra Os Caminhos De Minha Alma

Em olhos que lacrimejam por paz,
Não me fale, não posso ouvir.

Deixe-me aqui com minha escuridão.
Quero brindar o perdão que está por vir,
Antes que o tempo se dê exausto.

(F.G. para foto catada por E.M.)

A dádiva da segunda Holga

Minha gentil Senhora F.P.,

Sempre me acreditei homem de princípios,
avesso a qualquer forma de corrupção,
mensalão, cartão (corporativo), adulação,
esse tipo malsão de tentação.

Não consigo, porém, resistir aos seus encantos,
rejeitar os regalos com que me descaminha.
Acabo sempre por ceder aos seus favores,
a me curvar a tão fagueiras atrações.

Se a primeira prenda já me seduzira,
a segunda parece ainda mais perfeita,
com a helicóide que lhe dá sustentação
e as luzes que lhe saem pelas ventas.

Confesso-me, pois, de novo devedor,
sem saber como remir tão grata obrigação.
Assim ao seu dispor juro e prometo
fazer bom uso e devassar a escuridão.

Ponto de vista da Ledusha

Meu ponto de vista é outro, lá, onde a vida se expande e se afunila,
onde quer que ainda insista o pólen da poesia,
onde seu bo(n)de nunca chegará.

(Ledusha Spinardi, em Exercícios de Levitação)

Guinga na Jazz Sinfônica

terça-feira, 8 de abril de 2008

Velhacaria

Usar o demo como escada, estranho jeito de chegar ao céu.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Aforismos


Quem multi mídia, nada tem.

Imagem nenhuma me faz chorar, só as palavras.

Ouvido na PUC, sem indicação de fonte:
Em terra de cego, quem tem um olho é semi-ótico.