segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Chuva em Roma, luz no Vaticano.

Domingo de sol em Roma

Em Roma fazia sol, nesse domingo de dezembro. Mesmo assim, o avião da Air One, Alitalia regional, também não chegou no finger. É certo que a partida de Milão atrasou cerca de duas horas. O comandante pediu desculpas mais de uma vez. Cinco graus de temperatura, esquecidos tão logo o ônibus fechou as portas. Claro que as malas demoraram perto de uma hora para aparecer na esteira.

O motorista de taxi da Comuna di Roma não consegue prever quanto custa a corrida do aeroporto ao Centro. Todo mundo sabe que é mais ou menos sessenta euros, menos ele. Depois, pega as malas e reclama que é taxista e não carregador. Aos poucos , como bom romano, tenta ser simpático, puxa prosa e começa a mostrar os monumentos históricos. Estes estavam deslumbrantes sob o sol da tarde. Luz ideal, bem inclinada, provocando sombras capazes de enlouquecer um fotógrafo que ainda não pôde começar a apertar o botão.

Rua lotadas. Muita gente mesmo, andando, fazendo compras, indo às Igrejas. A sensação do momento continua sendo o celular, a loja da Vodaphone tem filas maiores que as da Vivo em Sampa. Vale a pena. Um chip custa 25 euros e, com as promoções, dá para falar por 300 minutos para fixo no Brasil sem recarregar.






domingo, 20 de dezembro de 2009

Neve em Milão



A chegada a Milão é muito interessante. O finger não está disponível. Trazem a escada, avisam que está com gelo no piso, cuidado para não escorregar. Ao segurar o corrimão, você sente a neve derreter. O desembarque ocorre a uma temperatura de dez graus negativos. De ônibus chega-se ao terminal do Malpensa. A conexão parece fácil, mas não é. Difícil conseguir uma informação verossímel. Todos, porém, são simpáticos e acolhedores. Com inteligência e tenacidade conseguimos achar o caminho, fazer o check in e pegar o boarding pass para Roma. Ainda bem que dormimos o voo inteiro, ressalvadas as refeições. Um belo tinto encorpado dos Abruzzi ajuda a embalar. Se tivessemos optado pela Air France, quase o dobro do preço, teríamos perdido todas essas emoções. Depois, ao primeiro ristretto, você tem certeza de que está mesmo na Itália. (E.M., 20/12/2009).

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Remember Sebastião

Aliterações atormentadas me alucinavam

O sonho sabático, sem servir de solução, é simulacro. Sôfrega saída, seguida de sofrida solidão. Ao me ver assim falando, entrevi: algo está por vir. Afinal, Aninha avistava o fim de semana na praia, olhar o mar, remirar, dizia ela. O sonho de partir, deixar tudo para trás, distingui que era meu. Perscrutar novos horizontes, fitar outras paragens. O Brasil dos buenairenses que miravam a bonança brasileira não bastara. Contemplei a comezinha cena caseira. Os filhos crescidos já não precisam mais de mim. O apertado apartamento não acolhe assaz a contento a apartada prole. Mesmo miúda, sempre precisei de espaço. Depois, percebi uma mania de limpeza que só notei aumentar. Ao vislumbrar os primeiros fios brancos, comecei a aplicar henna vermelha, o tom certo para reparar o cabelo das morenas, dizia o anúncio vagamente perlustrado. Vi-me horrorizada, da primeira vez, com as manchas verificadas na toalha e quase arranquei a pia do banheiro de tanto esfregar. Tudo ante o olhar esbugalhado do marido que me espionava. Levei dias lavando as mãos, não conseguia mais espiar cada paciente indo embora, já corria para o lavabo. Depois vieram os frascos de gel bactericida, como se a gripe suína ou algum insuspeito virus me espreitasse o tempo todo. Como psiquiatra, divisei o quadro, comecei a me tratar. Quando pensei avistar luz no fim do túnel, percebi que o mal havia migrado. Aliterações atormentadas me alucinavam. Enxerguei olhares interrogativos, lobriguei um jovem paciente me encarando. Agora chega de repetições, basta, vou voltar ao be-a-bá. Vislumbrar do viciado vernáculo a verdadeira virgindade. Não mais varrer, vacinar, vaticinar, verificar, velar, vozear. Já me vejo a vadiar, vaguear, vacilar, vandalizar, vagabundear. Obrigado, Aninha. Consulta, agora, só no ano que vem. (EM)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

NOVA ANTIGUIDADE ELETRÔNICA NO MERCADO

Não é uma beleza essa BESSA 667 ? Uma rangefinder totalmente eletrônica e silenciosa, que faz 6x6 ou 6x7, ao gosto do freguês. Com esse fantástico ar de câmera do vovô.. 2000 euros...




O legado de Larry Sultan


Larry Sultan, o grande fotógrafo da Califórnia, se foi aos 63, mas deixa um lindo trabalho. Basta "Sharon Wild", de 2001, para ver a força de "Valley", que mistura verdade, fantasia e artifício. Larry trabalhou também com apropriação de imagens, em Evidence", de 1977.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Os Garapa e seu mundo encantado


Os Garapa têm seu ateliê num lugar encantado, no Bom Retiro, em São Paulo. Uma vila antiga, cheia de mistério, com um pátio, uma fonte e um gato. Da sua janela vê-se o antigo e o novo de São Paulo. Muito interessante, o ponto de vista dos Garapa.











domingo, 13 de dezembro de 2009

A INVENÇÃO DE UM MUNDO - FIM

Não é o fim do mundo, mas acabou. Domingo, 13 de dezembro, último dia da fantástica exposição A Invenção de um Mundo, curadoria de Eder Chiodetto e Jean-Luc Monterosso, no Itaú Cultural.







Despedida: O curador Eder Chiodetto com Helô Mello e Luiz Braga.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Último kodachrome


Cobertura completa do projeto último kodachrome, liderado por Dimitri Lee, no premiado blog Olhavê, de Alexandre Belém.
Com algumas fotos do projeto.