domingo, 28 de março de 2010

Procissão do Fogaréu, em Pedreira


http://2.bp.blogspot.com/_TdR3qK1LJd4/RfFlNsvU7RI/AAAAAAAAEcc/C80OToFWyL0/s400/untitled2.bmpNa Quarta-feira de Trevas - que antecede a Sexta Feira Santa - ocorre em Pedreira, a Procissão do Fogaréu, única neste estilo realizada no Estado e no Circuito das Águas Paulista. Milhares de pedreirenses e visitantes tomam as calçadas das ruas em que se segue a Procissão. Esta será a quarta edição do evento.

A procissão simboliza a busca e prisão de Cristo. Dela participam personagens encapuzados, denominados Farricocos que seriam penitentes e mantenedores da ordem. Tais personagens são os que mais se assemelham aos existentes na Semana Santa espanhola. Cerimônias Litúrgicas e Pára-litúrgicas. A procissão tem inicio por volta das 19:30h, com a iluminação pública das ruas apagadas e ao som de tambores, saindo de frente da Matriz de Sant´Ana. Segue de forma rápida e desordenadamente pelas ruas XV e Novembro, Antônio Pedro, Praça Augusto Gonçalves, que representa o Monte das Oliveiras (onde se dá a prisão de Cristo, e é realizado o único ato litúrgico (uma homilia), avenida Papa João 23 e se encerra com um ato único, entre as três procissões realizadas no País, no estádio Municipal Wanderley José Vicentini.

No momento da prisão do Cristo, também se ouve o toque de um clarim, executado por um farricoco. A cerimônia é rica em detalhes e beleza plástica. As figuras encapuzadas remontam as cerimônias espanholas, mais especificamente as de Toledo e Sevilha e ao período da inquisição.

A escuridão, as tochas, a rapidez e os encapuzados, criam um clima medieval assustador e excitante de beleza ímpar. Uma das manifestações religiosas mais belas que no Brasil é uma tradição de pouco mais de 200 anos e consiste em encenar as principais passagens bíblicas que antecedem a crucificação. Nela, os farricocos, carregam tochas acesas entre as ruas escuras, representando o caminho dos romanos até o momento da prisão de Cristo.

A Procissão do Fogaréu foi introduzida na antiga capital de Goiás pelo padre espanhol João Perestelo de Vanconcelos Espíndola, nos idos de 1745.

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