
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
domingo, 5 de dezembro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Apresentando AMYR KLINK
AMYR KLYNK no PARATY EM FOCO 2010
Que estranhos desígnios movem o ser humano no curto tempo planetário que medeia entre o nascimento e a morte?
A proximidade do porto e a atração do mar atuam como poderoso estímulo para a imaginação sobre a vida marítima e as viagens a terras distantes.
A constatação se refere a Júlio Verne, que morreu em 1905 com 77 anos. Mais do que ficção científica, é de antecipação a obra do autor de A Viagem em Balão, 20 Mil Léguas Submarinas, Da Terra à Lua, que descrevia coordenadas geográficas, culturas e animais exóticos, sem nunca ter feito a viagem.
Era tudo imaginação desse amigo do fotógrafo Felix Nadar que, esse sim, adorava voar em balão. Verne teve a inteligência de fugir de uma carreira de advogado para cumprir seu destino de escritor. Para tentar disciplinar o filho rebelde de 16 anos, colocou-o numa viagem de navio por 18 meses. Não adiantou nada.
50 anos depois da morte do escritor francês, surge outro filho rebelde. Amyr Klink, nascido em 1955, hoje com 55 anos, ao contrário de Júlio Verne, primeiro viajou, depois escreveu.
Num pais carente de heróis, Amir é um exemplo lido e cultuado nas escolas e por aqueles que gostam de olhar mais longe. Nesse mundo assustado com a mediocridade da política, a invasão da sujeira e a possibilidade de esgotamento dos recursos naturais, as viagens de Amyr Klink sugerem e apontam alguns caminhos.
Na nossa confraria de fotógrafos, o herói por excelência é Robert Capa que, como tantos outros, correu o risco de ir cobrir a guerra. Sobreviveu ao fogo alemão, no desembarque aliado na Normandia e seduziu algumas das mulheres mais bonitas do mundo. Capa dizia que se a foto não ficou boa é porque o fotografo não chegara suficientemente perto. Acabou morrendo em 1954, ao pisar numa mina.
Já Amyr Klink parte em busca da paz. Sua única guerra é contra as intempéries, a fúria dos elementos, a dificuldade de conseguir recursos, o conformismo e a mediocridade.
Esse herói moderno reflete a luta contra os nossos próprios fantasmas: o medo de não sair do lugar, o isolamento, a solidão, o naufrágio marítimo ou a frustração existencial.
Amyr canta, com igual intensidade, o amor da vida e a necessidade de levá-la a cabo com coragem e determinação, invocando na epígrafe do seu Linha d’Água o Canto I, 106, dos Lusíadas de Camões:
No mar tanta tormenta e tanto dano,
Tantas vezes a morte apercebida;
Na terra tanta guerra, tanto engano,
Tanta necessidade aborrecida!
Onde pode acolher-se um fraco humano,
Onde terá segura a curta vida,
Que não se arme e se indigne o Céu sereno
Contra um bicho da terra tão pequeno?
Apresentação de Eduardo Muylaert
Paraty, setembro de 2010.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Pequena crônica visual da Bienal.

Hoje, no facebook, uma pequena crônica visual da Bienal. Para quem não foi. Para quem pensa em ir. Para quem quiser conversar.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Acervo de Philip Plisson destruido pelo fogo.

sábado, 18 de setembro de 2010
Fotógrafo Larry Clark censurado em Paris

A exposição do fotógrafo Larry Clark, 67, no Museu de Arte Moderna de Paris, foi rigorosamene proibida aos menores de 18 anos. Embora questione a adolescência, foi vetada aos adolescentes. Grande polêmica à vista, e grande curiosidade também. Clark expôs imagens cruas em Paris em 1992 sem nenhum problema. Agora, porém, as quesões das drogas, sexo, violência e, principalmente, pedofilia, expostas com crueza, foram consideradas perigosas para menores.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Figuras em Paraty
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
FAUNA, nova galeria de fotos em SP
domingo, 22 de agosto de 2010
A notícia.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
O olhar de João, Galeria Zoom, Paraty
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Notas sobre Fotografia no Artsjournal
A Requiem for Kodachrome - Salon 07/28/10email this story | Posted 07/29/10@09:39PM
The Return of Colorama, Great Ghost of Kodak Past - NPR 07/29/10 (includes slideshow)email this story | Posted 07/29/10@09:37PM
Who's Tipping The Fibreglass Cows Of Vermont? - Seattle Times (AP) 07/29/10email this story | Posted 07/29/10@07:54AM
Ansel Adams Negatives Bought at Garage Sale - Are They Authentic? - Los Angeles Times 07/28/10email this story | Posted 07/28/10@10:02PM
segunda-feira, 26 de julho de 2010
A última viagem
domingo, 18 de julho de 2010
Tudo que é Leica ...

terça-feira, 11 de maio de 2010
Clube dos Colecionadores do MAMAM
domingo, 28 de março de 2010
Procissão do Fogaréu, em Pedreira
Na Quarta-feira de Trevas - que antecede a Sexta Feira Santa - ocorre em Pedreira, a Procissão do Fogaréu, única neste estilo realizada no Estado e no Circuito das Águas Paulista. Milhares de pedreirenses e visitantes tomam as calçadas das ruas em que se segue a Procissão. Esta será a quarta edição do evento.
A procissão simboliza a busca e prisão de Cristo. Dela participam personagens encapuzados, denominados Farricocos que seriam penitentes e mantenedores da ordem. Tais personagens são os que mais se assemelham aos existentes na Semana Santa espanhola. Cerimônias Litúrgicas e Pára-litúrgicas. A procissão tem inicio por volta das 19:30h, com a iluminação pública das ruas apagadas e ao som de tambores, saindo de frente da Matriz de Sant´Ana. Segue de forma rápida e desordenadamente pelas ruas XV e Novembro, Antônio Pedro, Praça Augusto Gonçalves, que representa o Monte das Oliveiras (onde se dá a prisão de Cristo, e é realizado o único ato litúrgico (uma homilia), avenida Papa João 23 e se encerra com um ato único, entre as três procissões realizadas no País, no estádio Municipal Wanderley José Vicentini.
No momento da prisão do Cristo, também se ouve o toque de um clarim, executado por um farricoco. A cerimônia é rica em detalhes e beleza plástica. As figuras encapuzadas remontam as cerimônias espanholas, mais especificamente as de Toledo e Sevilha e ao período da inquisição.
A escuridão, as tochas, a rapidez e os encapuzados, criam um clima medieval assustador e excitante de beleza ímpar. Uma das manifestações religiosas mais belas que no Brasil é uma tradição de pouco mais de 200 anos e consiste em encenar as principais passagens bíblicas que antecedem a crucificação. Nela, os farricocos, carregam tochas acesas entre as ruas escuras, representando o caminho dos romanos até o momento da prisão de Cristo.
A Procissão do Fogaréu foi introduzida na antiga capital de Goiás pelo padre espanhol João Perestelo de Vanconcelos Espíndola, nos idos de 1745.